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Os benefícios da caça na conservação da biodiversidade

Você não leu errado não. É isso mesmo, neste post vou mostrar à vocês, com base em vários artigos científicos, porque eu sou à favor da caça legalizada e bem estruturada e como ela ainda auxilia na conservação da biodiversidade. 

Eu sou quase um biólogo e meu objetivo como futuro pesquisador não é abraçar todos os animais e defendê-los da caça não, eu quero poder conciliar atividades humanas com a preservação da biodiversidade, e uma das grandes atividades humanas realizadas desde nossa origem e até hoje é a caça de animais selvagens.

Muitos podem julgam isso um fato cruel, desnecessário, horrível tendo em vista que ninguém precisa caçar para sobreviver hoje em dia. Porém, a caça muitas vezes pode ser praticada como um esporte ou ainda é algo que pertence à diversas gerações e está fixa nas família de moradores rurais. Não importa o tipo da caça, seja até mesmo para subsistência, ela ajuda na conservação das próprias espécies caçadas desde que regulamentada e estudada, como ocorre em vários países da Europa, nos Estados Unidos e Canadá, dentre outros.


Este post vai ser baseado no manual elaborado pela IUCN - (União Internacional para a Conservação da Natureza) com o título "IUCN SSC Princípios Orientadores em Troféus de Caça como uma ferramenta para a criação de incentivos à conservação" no qual, conforme o próprio título indica, vem relatar as atividades de caça e suas contribuições como ferramentas na conservação de espécies. A sigla SSC é corresponde à Comissão de Sobrevivência de Espécies (Species Survival Commission).

Este manual diz que há muito tempo a IUCN reconheceu que o uso sustentável e inteligente da vida selvagem pode contribuir para a conservação, pois ele gera benefícios sociais e econômicos derivados do uso das espécies o que acaba fornecendo incentivos para pessoas que se beneficiam da caça atuarem na conservação das espécies-alvo em seus habitats naturais.

No manual também constam informações sobre o Troféu de Caça. Esta modalidade de caça, segundo este documento, muitas vezes é uma atividade contenciosa com pessoas apoiando ou se opondo a ela em uma variedade de bases biológicas, econômicas, ideológicas ou culturais. Ainda assim ela é uma forma de utilização dos animais selvagens que, quando bem gerida, pode ajudar na promoção dos objetivos de conservação, gerando receitas e incentivos econômicos para a gestão e conservação  das espécies-alvo e seu habitat, bem como ainda apoia as comunidades locais em suas subsistências.


No entanto, se mal administrada, pode deixar de gerar esses benefícios. Apesar de uma grande variedade de espécies (muitas das quais são comuns e seguras) serem caçadas como troféus, algumas espécies que são raras ou ameaçadas podem ser incluídas no troféu de caça, como parte de estratégias de conservação específicas. Por exemplo, o guepardo (Acinonyx jubatus) e o rinoceronte preto na África do Sul e o antílope conhecido como "Straight-Horned Markhor" (Capra falconeri megaceros) no Vale Torghar do Paquistão, os quais são espécies listadas no Anexo I da CITES. 

A CITES foi uma Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Selvagens muito importante que auxiliou nos estudos para determinar quais espécies poderiam ser caçadas  ou não como troféu.

Na Europa e América do norte e em diversos países em desenvolvimento, o troféu de caça ocorre tranquilamente pois o gerenciamento da vida selvagem é muito desenvolvido e todos os anos centenas de caçadores pagam boas quantias em dinheiro para ter tais oportunidades de caça. Essas caçadas geralmente envolvem um número pequeno de espécies, que são de grande valor, sendo baixos os valores de impacto sobre as mesmas.

Em vários casos o troféu de caça é um componente importante da conservação pois atua com base nas comunidades locais organizadas, fazendo com que a responsabilidade sobre a gestão dos recursos naturais e a conservação das espécies seja competência das comunidades ao invés de ser algo restrito aos órgãos ambientais do governo. Entendendo esse contexto entre as comunidades e a caça, podemos ter uma compreensão do seu potencial para beneficiar a conservação. Em muitos locais do mundo espécies vivem em áreas além das áreas protegidas, justamente porque há um controle rígido na caça, o que não as prejudica.

Em outras áreas os animais convivem próximos de humanos e acabam até mesmo causando danos porque eles afetam de diversas formas os meios de subsistência no qual as populações dependem. Eles podem impor custos graves sobre a população local por meio de danos físicos, danos às colheitas e até mesmo competindo com o gado por pastagens. Nesses locais, muitos animais selvagens acabam sendo mortos e utilizados como alimento e também na fabricação de vestes com uso de suas peles, principalmente nas regiões mais frias. Porém, esse problema ocorre devido ao fato dos habitats naturais dos animais estarem degradados ou até mesmo perdidos muitas vezes por não haverem outros locais possíveis para produção de alimento nas comunidades.

É nesse momento que entra a atuação de ongs e instituições como a IUCN para conciliar a sobrevivência das espécies animais selvagens bem como a dos humanos, onde ambas podem partilhar de uma mesma área, mas com um devido manejo adequado, incentivando o apoio das populações para manterem a vida selvagem, investindo em estruturas e técnicas diferenciadas para melhor produção de alimentos, bem como investindo no monitoramento e pesquisas possibilitando a proteção do habitat. Assim, muitas vezes o troféu de caça gera muito mais lucro paras comunidades do que o valor da própria terra que usam para produzir e vender seus produtos, onde ainda ganham mais com a vinda de turistas.


Mas, quando mal gerido, o troféu de caça pode ter impactos ecológicos negativos, incluindo idade alteradas/estruturas sexuais, perturbações sociais, os efeitos genéticos deletérios e, em casos extremos, declínio da população. Também pode ser difícil garantir que os benefícios da caça gerem maior lucro para as comunidades do que a exploração da terra e outros recursos naturais quando há perdas por caça irregular.

O troféu de caça pode servir como uma ferramenta de conservação quando:
1 - Tiver como premissa as avaliações adequadas de recursos e/ou monitoramento dos índices de caça, sobre a qual quotas específicas e planos de caça podem ser estabelecidos através de um processo colaborativo. Idealmente , esse processo devem (quando pertinente) incluir as comunidades locais e em conjunto com o conhecimento local/indígena.

Essas avaliações de recursos (exemplos podem incluir acusações ou índices de desempenho da população, tais como freqüências de observação, contagem de indivíduos) ou índices de caça (exemplos podem incluir tamanho, idade do animal, taxas de sucesso da caça e captura por esforço de caça) são objetivas, bem documentadas, e usadas melhor junto da ciência e tecnologia viáveis e apropriadas dadas as circunstâncias e os recursos disponíveis;

2 - Envolver o gerenciamento adaptativo de quotas de caça e planos de acordo com os resultados das avaliações de recursos e/ou monitoramento de índices, garantindo que as quotas sejam ajustadas de acordo com as mudanças na base de recursos (causadas por mudanças ecológicas, padrões climáticos, ou impactos antrópicos, incluindo a caça);

3 - É baseado em leis, regulamentos e quotas (de preferência estabelecida com a entrada local) que são transparentes e claras, e são periodicamente revisadas ​​e atualizados;

4 - Monitora atividades de caça para verificar que as cotas e restrições de sexo/idade dos animais colhidos estão sendo atendidas;

5 - Produz documentação confiável e periódica da sua sustentabilidade biológica e benefícios de conservação (se isto não for já produzido pelos mecanismos de comunicação).

A intenção da SSC é que esses princípios possam servir para ajudar as autoridades responsáveis ​​pela política, direito e planejamento nacional e subnacional, gestores responsáveis ​​a nível local, e as comunidades locais na concepção e implementação de programas de troféu de caça, onde a conservação da biodiversidade e a partilha equitativa dos recursos naturais são objetivos.

Leopardo das neves se alimentando de um antílope

Por exemplo, no Tajiquistão, um membro pesquisador da IUCN estava estudando o Leopardo-das-neves e conseguiu observar que a caça de troféus regulamentada e monitorada conforme todos os critérios citados acima, pode contribuir para a conservação desta espécie. Porém a espécie em si não era caçada e sim as suas presas antílopes mais comuns eram e ainda de formas irregulares, sem controle algum, por isso o elevado grau de ameaça do felino. Somente com a caça de troféu regulamentada para as espécies, principalmente as presas do leopardo das neves, é que seu status de conservação começou a mudar e a mortalidade deste animal por produtores de caprinos locais foi reduzida, tendo em vista que a oferta de alimento em seu habitat tinha aumentado por decorrência da caça regularizada e o felino não rondava mais as propriedades rurais em busca das criações.

Viu como não tem nada de estranho em legalizar a caça? Se fossem vocês biólogos nesse ambiente, iriam pensar a mesma coisa que os biólogos pensaram por lá? Iriam liberar a caça para várias espécies, incluindo as presas do felino? Creio que a maioria dos biólogos e futuros biólogos conservacionistas não pensariam assim, justamente porque desde quando entramos no curso, nós temos essa ideia de que devemos ser 100% contra qualquer atividade que envolva a exploração de fauna e flora silvestre.

Mas não é assim que deve ser não. Se fosse assim, se a caça fosse totalmente prejudicial, porque nos Estados Unidos, Canadá e diversos outros países onde a caça é legalizada, estes animais abaixo são caçados tranquilamente e nunca houveram problemas com declínios populacionais?





Existem ainda dezenas de outras espécies caçadas de forma totalmente regulamentada e estudada. Eu olho este urso e tenho dó dele, mas ao mesmo tempo não sinto muita coisa, porque eu sei que as atividades de caça nesses países são criteriosamente estudadas há mais de 100 anos. Os pesquisadores conservacionistas se preocupam também, assim como nós, mas entre barrar totalmente a caça, e ter milhares de caçadores ilegais sem gerar renda alguma e muito menos dar valor as espécies, é muito mais fácil regulamentar a caça, estudar as populações, acompanhar todas as temporadas de caça, e ainda ter valores econômicos envolvidos pois as espécies-alvo em si se tornam valorizadas e as comunidades do entorno também financeiramente.

Olhe como a caça contribui significativamente para a economia dos EUA:


Imagine quantas pessoas que possuem pequenas propriedades, ou comunidades de pescadores, entre outras, poderiam ter uma renda adequada oriunda da caça aqui no país. E se elas obterem renda, logicamente iriam investir no negócio, fazendo o que? Conservando os habitats naturais, assim como é feito nos EUA, um dos países que mais praticam a caça regulamentada e movimenta Bilhões!

É simples entender os benefícios da caça, pois como eu já disse em vários outros posts, para conservarmos a biodiversidade, sempre devemos trabalhar visando o lucro das pessoas que abrigam animais em suas propriedades, como por exemplo os fazendeiros. Aumentando seus lucros, os proprietários rurais trabalhariam e investiriam na conservação da biodiversidade de suas propriedades, investiriam em clubes de caça profissional, em pousadas, hoteis, plantio de árvores, o que consequentemente geraria mais empregos, valorizaria os estados os existissem pontos de caça, as cidades receberiam turistas de vários outros estados, etc. E principalmente aqui no país onde existem milhares de fazendas com mais de 10.000 hectares e outras muito maiores, a atividade de caça regulamentada poderia ser uma grande contribuição para a conservação dos habitats e inclusive um incentivo para que os proprietários rurais recuperassem suas áreas desmatadas.

É muito melhor investir na caça do que falar "não pode caçar" e não fiscalizar, como ocorre aqui.

Recomendo a leitura destes posts para entender mais sobre os benefícios da caça regulamentada na conservação da biodiversidade:


Espero que tenham entendido a mensagem e passem agora a ver como ser flexível e buscar entender o lado das pessoas que praticam a caça pode ser muito melhor, do que simplesmente ser contra a caça e tentar proteger todas as espécies deixando de lado estas pessoas que podem nos ajudar muito na conservação da biodiversidade.

24 comentários :

  1. Sua postagem é no minimo tendenciosa uma vez que tenta convencer o leitor de que caça esporte não é um ato cruel(algo feito pro prazer ?). Gerando ou não lucro, é cruel da mesma forma uma vez que não é por necessidade humana e não é justificativa haver inúmeros caçadores ilegais sem controle do governo pois quando o governo quer controlar algo ele controla, isso não passa de negligencia. Sinceramente como graduando em Biologia também , foi uma decepção ler isso!

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    1. Meu caro, você deve se informar mais. Não é decepção coisa nenhuma, é simplesmente a realidade. Porque acha que existe caça até hoje nos países desenvolvidos e as espécies por lá nem estão tão ameaçadas como as nossas aqui?

      Caça é cruel? Claro que sim, e tem gente que necessita sim disso para sobreviver. Pense bem, você preferia então que a caça nos outros países fosse banida para que os fazendeiros desmatassem tudo que conservaram?

      Acho que você não entendeu coisa alguma do post. Não há nada de tendencioso, não fui eu quem escrevi tudo que está escrito ai, citei ás várias fontes que utilizei, inclusive foi a IUCN que publicou uma série de posts sobre a importância da caça na conservação, e pode ter certeza que os biólogos que fazem parte desta instituição sabem muito mais do que eu e você sobre conservação de espécies.

      WCS, WWF e diversas outras ONGs falam o mesmo, a caça regularizada e estudada à fundo, como é feita nos EUA, Canadá e vários países da Europa, é importante sim na conservação.

      Porém, a maioria dos biólogos ficam querendo abraçar demais a causa, querem proteger todos os animais, brigar com fazendeiros, caçadores, pescadores, etc. Mas não é assim que funciona, temos exemplos disso.

      Se animais podem morrer para nós comermos eles todos os dias no almoço e enriquecer somente os fazendeiros que já são ricos demais, porque a caça não poderia beneficiar diversas comunidades pantaneiras por exemplo, ao invés de um pequeno punhado de fazendeiros ricos que degradam o ambiente todo, desmatam e ainda saem lucrando com os bois que vendem?

      Pense nisso meu caro. É muito mais fácil legalizar a caça e fazermos parceria com caçadores e proprietários rurais, onde todos trabalhariam juntos para a preservação das espécies e de seus habitats, do que falar "NÃO PODE CAÇAR!" e continuar a mesma porcaria que é o sistema de fiscalização do governo.

      Porque acha que o governo não fiscalizou? Porque acha que é sem controle? Porque os fazendeiros mandam no governo, eles são milionários, geram muitos impostos, são extremamente importantes economicamente para o país, são a base do país, afinal, somos conhecidos como o "celeiro do mundo".

      Nós como biólogos deveríamos entender isso, pois por mais que tenhamos dó dos animais caçados, eles podem ser conservados sim, pois há dezenas de estudos comprovando a eficácia da caça.

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    2. Se tu és graduando em biologia e fala uma besteira dessas, estás no curso errado! Não fala besteiras e deixa de analisar as coisas de forma sentimentalista e sem método cientifico algum, apenas baseado em puro e simples achismo, comovido por "crueldade". Francamente, reveja seus conceitos e não saia propagando idiotices mundo afora, seja racional! É exatamente por pessoas como tu, com pensamento retrógrado que as coisas no Brasil na área de preservação ambiental ainda estão caminhando a passos de tartaruga. Creio que o Sr. deva estudar mais, se atualizar mais e principalmente: Começar a agir de forma racional! A caça controlada é uma forma de preservar as espécies e gerar renda para ser aplicada na conservação. O "ecoxiitismo", o atraso provocado por pessoas ignorantes como o Sr. é que são as verdadeiras ameaças a conservação das espécies. Pessoas como o Sr. não deviam ser biólogos, deviam ser políticos ! Sim, pois só contribuem com a degradação, com o crescimento da ilegalidade e, quando vêem uma "situação comovente" são os primeiros a "abraçar a causa", de forma irracional, movidos por sentimentalismos bestas, quando não para se auto promoverem, e acabam "enfiando os pés pelas mãos" e causando um estrago maior ainda naquilo que "defendem". O Sr. está fazendo faculdade de Biologia, o minimo que pode fazer é se manter informado! Por isso é que o Brasil é essa M que está ... tudo aqui é feito na base do "achismo" e movido por atitudes sentimentais, não racionais, de forma cientifica e eficiente...

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    3. O excelente artigo não é tendencioso e nem tenta convencer ninguém a caçar. O autor simplesmente apresenta fatos concretos e que funcionam muito bem onde a caça é regulamentada. Decepcionante é gestão da fauna brasileira. A proibição pura e simples e inexistência de fiscalização provaram que esse é o caminho do retrocesso. Nossos vizinhos argentinos, uruguaios e chilenos são ótimos exemplos de conservação através da caça. A verdade é que ninguém conserva aquilo que não dá lucro. Algum ambientalista ou "biólogo" de gabinete já tirou algum centavo do bolso em prol do meio ambiente? Os caçadores tiram, e muito. Parabéns Guellity Marcel. José Luiz de Sanctis.

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    4. José Luiz de Sanctis1 de novembro de 2013 10:31

      Desculpem o equívoco na postagem acima. Não sou anônimo, meu nome é José Luiz de Sanctis.

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    5. Obrigado, Cristiano Barcelos e José Luiz de Sanctis, por comentarem e deixarem aqui seus pontos de vista em relação à caça e conservação. Eu sou à favor do que a ciência diz. Se a IUCN e diversas ongs de CONSERVAÇÃO disseram que a caça controlada não prejudica as espécies, quem sou eu (um simples acadêmico de biologia) para dizer o contrário, sendo que as mesmas atuam em praticamente todos os continentes do planeta desenvolvendo projetos de conservação?

      Hoje mesmo estive falando meu professor de ECOLOGIA sobre testes em animais e a caça legalizada, e ele, como um excelente profissional e biólogo atuante na área de conservação, falou que eu não estou errado em ser à favor da caça, pelo contrário, que eu, assim como ele, somos julgados como biólogos "loucos" por entendermos que a biologia não é só "abraçar a causa" e desprezar as comunidades e seus costumes. Disse que todos deveriam pensar em unir os interesses dos proprietários rurais e das empresas exploradoras, etc, com os interesses de nós biólogos, que devemos nos unir por uma única causa, ao invés de ficarmos com esses extremismos "ruralistas x ambientalistas" e não levar em nada. E a prova do sucesso da parceria entre os "dois lados da moeda" é a caça legalizada em diversos países, onde os próprios caçadores atuam plantando árvores, recuperando áreas degradadas, auxiliam nos estudos científicos através da parceria com as ongs, etc. Todos saem ganhando.

      Ele ainda falou que a maioria dos biólogos "extremos" que são contra a caça e os fazendeiros, são biólogos de cidade, que só ficam nas cidades e nunca tentaram entender a realidade das pessoas que trabalham na roça, que caçam e pescam, dependem do mato para sobreviver, etc, concluindo que estas pessoas não são capazes de entender o outro lado ou nem sequer estão dispostas à tentar, muitas vezes causando prejuízos na conservação. Como por exemplo, uma vez um de seus colegas de profissão brigou com um grande fazendeiro que possuía muita área conservada em sua propriedade, e então a parceria que iria ser feita com o mesmo para a realização de um grande projeto foi cancelada só por causa desse cara extremista que ficou falando mal da pecuária e desmatamento, denegrindo a imagem do fazendeiro que estava disposto a ajudar e receber diversos pesquisadores em sua propriedade.

      Devemos ser parceiros e não inimigos!
      Simpatizo com pecuaristas, agricultores, caçadores, etc, porque é assim que deve ser, devemos buscar soluções para ambas as partes pois não é só uma parte que deve sair ganhando nesse jogo de desenvolvimento e conservação.

      Forte abraço!

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    6. José Luiz de Sanctis7 de novembro de 2013 15:15

      Vá em frente Guellity, você está no caminho certo. O mínimo que podemos fazer é apoiar e divulgar. É preciso mostrar os fatos, assim as pessoas vão percebendo a falácia do pseudo ambientalistas, os teóricos do pensamento único.

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    7. Obrigado José Luiz! Continuarei neste caminho.
      Agradeço o comentário. Forte abraço!

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  2. Excelente artigo Guellity!
    Graças à Deus uma nova geração de biólogos está olhando para o que efetivamente funciona para a conservação de espécies e habitats, no mundo todo.

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    1. Obrigado Cristian! O interessante é que muitos biólogos que estão saindo da academia não conhecer a realidade, nunca conviveram com pessoas de fazendas, não tiveram contato com comunidades que dependem do pouco que produzem para sobreviver, e acabam, não por mal, se tornando obcecadas por proteger os animais, discriminando qualquer ação que os envolva diretamente, como por exemplo a caça, a agricultura, pecuária, etc.

      Porém, é visível o resultado da caça legalizada e bem estruturada em diversos países, mas ainda assim, com informações científicas obtidas por instituições de conservação da biodiversidade sobre as contribuições da caça, ainda assim muitos biólogos acham isso "o fim".

      Eu morei dos 2 aos 15 anos numa fazenda, sei como é, e sei o que fazer para conciliar o meu trabalho (conservação) com as diversas atividades realizadas nas zonas rurais. Não quero ser um biólogo para trabalhar contra a biodiversidade, mas tem muitos que não entendem isso e me julgam como se eu fosse fazer tudo contrário do que sempre postei aqui no blog.

      Agradeço seu comentário e seja bem-vindo ao EQB!

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  3. Cara eu era totalmente contra a caça, os ruralistas e fazendeiros mas com esse post eu vi que o que vale é o que a ciencia ta mostrando. Se uma ong de conservação provou que a caça legalizada auxilia na conservaçao, como vc disse, quem somos nós academicos, para dizer o contrário?

    Fiquei contente por ter me ajudado a abrir a minha mente e confesso que quando li o título desse post até pensei em descurtir a página. Mas como vc sempre escreve coisas interessantes e legais, porque eu ia desprezar este post só pq não era o que eu queria ler?

    E cara realmente esse lance dos biólogos extremistas é furada, eles são aqueles filhinhos de papai querendo ser vegetarianos e protetores de todas as formas de vida, fingindo que não deixam uma pegada ecológica gigantesca com seus mimos em shoppings, suas ações dentro de casa etc. Realmente quero ser como vc quando eu me formar pq é assim que deve ser, pena que os extremistas são cabeças duras.

    Parabéns mesmo pelo post, vou tentar mostrar para meus amigos aqui da sala, que nunca foram pra uma fazenda kkkkk vão te odiar, mas eu te defendo. Até mais aguardo mais posts que me ajudem a ser um bom biólogo............

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  4. Isso é muito bonito. Bonito no quintal de países desenvolvidos. Você acredita que esse sistema funcionaria em Florestas Tropicais? Um sistema falido seria capaz de monitorar áreas de caça? Com o corte que a Dilma fez no ICMBio, você acha que é possível? Por favor, gostaria de ver a sua base teórica em ambientes Tropicais.

    Nossas florestas já estão vazias. Sugiro a leitura da compilação de dados - The empty forest - DOI: 10.1111/j.1749-6632.2010.05908.x.

    Abs, André Valle.

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    1. nossas florestas estão vazias? pelo amor de nosso senhor JC, cara, não leve a mal, quando foi a ultima vez que tu andou no mato? bom se tu mora em um centro urbano tudo bem, posso até engolir essa falácia de floresta vazia, mas se quiser amigo, me disponho a fazer um tour contigo nas matas aqui do Centro Oeste que nem são matas muito abundantes assim em vida selvagem e lhe garanto que verá muito mais bicho que no seu canal de tv do animal planet. esses dados e argumentos deste tipo são típicos de pessoas que não tiram a bunda do sofá... (daqui a pouco ele volta e responde de forma agressiva que vive no mato, que é quase índio e blá blá... coisa de petista revoltado)

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    2. Olá André, tudo bem? Obrigado pelo seu comentário.
      Eu acredito sim na implantação da caça e legalização aqui no país, mas como citei no post, somente com vários estudos para saber se dará certo ou não, assim como foi feito nos EUA, etc. Eu não posso dizer se dará certo, e nem afirmo isso, por este fato, sou à favor da ciência e o que ela diz e não dos "achismos".

      Se as pesquisas provarem que aqui não funciona, porque eu questionaria? Lerei este artigo sim. Mas, a região tropical é que possui a maior produtividade em todo o planeta, com produtores primários ativos fotossinteticamente ao longo de todo o ano, diferente das regiões temperadas onde por vários meses as a produção primária reduz drasticamente com taxas baixíssimas de fotossíntese, tendo em vista que as plantas terrestres perdem suas folhas (decíduas). Outro fato interessante também é a heterogeneidade dos ambientes tropicais e as suas extensões, o que também possibilita uma maior riqueza de espécies além do fator de produtividade. Pelo pouco que aprendi de ecologia, acho que as regiões tropicais podem suportar a caça regularizada (e estudada) se tudo for feito de forma séria e bem planejada.

      Estou procurando este artigo, é o do Redford (1992)? Baixei aqui! Se não for esse e vc tiver, pode me enviar por email? euquerobiologia@hotmail.com

      Abraço!

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    3. Eu moro em Mococa, e tenho uma propriedade rural que fica a 5 km do centro, eu só este ano ja encontrei, onça parda, lebres, macacos sagui e prego, guaxinim, capivara, teius, veados, e estou praticamente dentro da cidade, acho que nossas matas não estão tão vazias.
      Carlos Villares

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  5. "Não importa o tipo da caça, seja até mesmo para subsistência, ela ajuda na conservação das próprias espécies caçadas desde que regulamentada e estudada, como ocorre em vários países da Europa, nos Estados Unidos e Canadá, dentre outros."

    Vamos la ! Eu discordei que caça ajude, ou que ela possa ser necessitaria ? Não me lembro disso! Eu também não questionei os estudos, nem o manual.

    Ate onde eu lembro eu expressei minha opinião sobre algo que seu texto transpareceu nas entrelinhas, principalmente no trecho acima onde vc coloca caça esportiva como algo bom junto com todos os demais tipos de caça. E eu expressei minha opinião de que é um ato cruel do ser humano puramente para saciar seu ego, por que ao meu ver não ha necessidade nenhuma de uma pessoa ter a cabeça de um urso pendurada na parede. E pra mim foi uma decepção Guellity Marcel por que pra um caçador esportivo, a vida de um animal não passa de um entretenimento. Se, vc matar um ser vivo apenas por prazer, não for cruel , pois eu não sei mais o que é. Porem mais decepcionante ainda é a educação maravilhosa do outro comentarista, parece que se ofendeu muito com a interpretação que ele criou na cabeça dele de coisas que eu não disse. Fica a dica Sr comentarista ^^

    Agradeço pela resposta e a atenção dada ao comentário, afinal vc teve mais educação, embora tenha levado para outro lado. É como diz a frase: "Que fazer inimigos, apenas diga o que pensa "

    Foi bom saber que não posso discordar de seus textos, embora isso não va me impedir de fazê-lo novamente ! ^^ Abração !

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    1. Olá Dhiego, tudo bem?
      Você pode discordar sim, tem todo o direito. Eu não tento convencer ninguém ao lngo do texto de que a caça não seja cruel. O que eu falo é que os biólogos desprezam os costumes das pessoas só porque não agem de acordo com o que eles acham que seja certo.

      Se imagine no lugar de um caçador. O seu pai te ensina a caça desde pequeno. Ensina a estudar o comportamento do animal, observar quem pode ser abatido, que não pode abater mães prenhes e nem aquelas que estão amamentando seus filhotes. Que não podem matar quando tem poucos filhotes na população, pois indica que não está havendo muita reprodução, enfim. Um caçador sabe muito mais sobre comportamento e dinâmicas populacionais do que muitos biólogos com doutorado que nunca sequer trabalharam com determinadas espécies. Seu pai aprendeu tudo isso com o pai dele (seu avô), que aprendeu com o pai dele (bisavô) e assim por diante. Isso sempre esteve presente na sua família. O que você faria então quando alguém chegasse e falasse: você nunca mais vai caçar, é errado, não pode! Sendo que por toda sua vida você caçou e ensinou isso também para seu filho, que iria ensinar para os filhos dele?

      Entende? Se fosse isso com você, tenho certeza que não ia gostar, pois é o seu costume, a sua tradição, algo que você respeita pois está ligado à toda sua família por longas gerações, e isso para você não é errado. Portanto, para essas pessoas, a caça não é antiética e nem um pouco imoral.

      Enquanto que para nós biólogos, matar um animal selvagem por prazer é algo totalmente imoral e antiético. Entende? Portanto, nós como biólogos devemos buscar soluções para associar os dois lados, e não destruir o lado do qual não gostamos e não concordamos.

      Por isso eu disse que não importa o tipo de caça, pois quando nós unimos as forças, a caça passa a ter um benefício, ao contrário de simplesmente destruirmos essa atividade só porque nós achamos que seja cruel.

      É claro que é cruel, os caçadores caçam com flechas, armas, facas, armadilhas, etc. Mas e a carne que chega até nossa mesa todos os dias, não é crueldade também? Ou não é só porque usamos para nos alimentar? Quer dizer então que nós somos obrigados à ver um animal sofrer, para nos alimentar, sendo que temos imensas opções de alimentos vegetais totalmente nutritivos e com alto teor proteicos?

      Não justifica nós matarmos para comer, simplesmente porque gostamos de vaca, porco e galinha. Do mesmo modo que não justifica caçar por prazer. Porém, as pessoas matam para comer assim como um caçador come sua caça e pendura a cabeça dela numa parede.

      Sinceramente, não vejo diferença nenhuma nisso. Pelo contrário cara, eu acho que a morte para alimentação é muito mais cruel do que a caça. Sabe porque? Porque nós dedicamos tempo para engordar um animal, investimos dinheiro, pagamos pessoas para trabalhar nisso, etc, transportamos esses animais por dias dentro de caminhões superlotados. Muitos animais cometem canibalismo por imenso estresse durante transporte, muitos morrem durante o transporte e quando chegam ainda no abatedouro, eles vêem seus amigos morrendo, sendo picotados na frente deles, jorrando sangue, eles tentam escapar, levam pauladas para não fugirem, se contorcem, sentem muito medo, não tem outro jeito, senão ser morto.

      Então eu te pergunto. Quem sofre mais, uma caça que morre no momento que leva um tiro ou uma flechada, dada por um caçador profissional que só atira para matar, ou um animal criado para nos servir de alimento?

      Deixo esse vídeo para você analisar quem sofre mais, se é a morte causada pela caça, ou se é o boi/frango que você comeu hoje no almoço ou janta:

      http://www.youtube.com/watch?v=NoHzh9g9bTg
      Tenho certeza que vai entender agora meu ponto de vista e o porque sou à favor da caça.

      E comente sim cara, gosto de discutir, e se você expressa seu ponto de vista, eu tenho direito à minha tréplica (se é assim que chama kk) e você responde de novo, isso é ótimo! Não tenho ressentimento nenhum e muito obrigado por mandar a mensagem na página. Abração!

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    2. ...sim..., sou biólogo..., e com satisfação vejo um artigo tão bem elaborado..., parabéns...
      Luiz Henrique

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    3. Obrigado Luiz!
      Continue sempre por aqui. Abraço!

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    4. Não sei não, mas esse Dhiego tem toda pinta de que empurra a janta de volta!!!

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  6. Ótimo texto, é esse o unico caminho. Não existe preservação sem lucros.
    O Homem é um semi-Deus e pode decidir quando e quanto das espécies podem ser abatidas gerando o mínimi de impacto ao meio ambiente.
    Parabéns

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    1. Exato Alexandre. É tão simples ficar brigando reclamando, fazendo protestos, criar uma guerra entre conservacionistas e "ruralistas/empresas exploradoras". Isso qualquer um faz. Porém, buscar uma parceria, tentar ajudar uma empresa a melhorar sua produção sem aumentar os impactos, ou simplesmente ajudar a reduzir os impactos, quase ninguém quer.

      Estou longe de guerras. Somos humanos, semi-deuses mesmo, a nossa presença no planeta já o faz caminhar mal, porém podemos usar a nossa inteligência para produzir com redução de impactos. É só observarmos uns 10 anos atrás o processo de industrialização, por exemplo, na produção de etanol. A vinhaça era um problema tremendo, todos conservacionistas odiavam as empresas que produziam etanol, mas recentemente a própria vinhaça é um recurso necessário hoje na fertilização da cana de açucar. Ou seja, porque não pensamos nisso antes, em reaproveitá-la como recursos para própria usina usar na plantação de cana, ao invés de criar uma briga imensa?

      Perdemos tempo demais fazendo guerras em busca de satisfazer o nosso ego e reforçar nossas ideologias. Nos tempos de hoje, nós devemos unir forçar, senão o mundo está perdido mesmo.

      Obrigado pelo comentário. Continue por aqui!

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  7. Carlos de Alencastro Guimarães6 de novembro de 2013 04:48

    Parabéns, Guellety. Sou caçador (com DNA de pai e mãe). Sou médico, tenho 66a estou na atividade cingético-venatória desde os 8a. Também sou ecologista e conservacionista. Já dei palestras na Universidade de Caxias do Sul sobre Fazendas de Caça e a importância do Biólogo neste segmento, durante a "Semana do Biólogo". Teu texto resume tudo o que é real. É assim que funciona. Não podemos dar ouvidos a sentimentos piegas de animalistas mal informados. Um grande abraço! Carlos de Alencastro Guimarães.

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    1. Obrigado sr. Carlos! Fico feliz por receber dentre vários elogios, um elogio vindo de uma pessoa com tanto conhecimento acumulado como o sr. Que possamos fazer com que mais pessoas busquem entender os dois lados, a conservação e a produção, para que possamos trabalhar de forma concisa onde ambos terão seus interesses atendidos.

      É bom saber que existem conservacionistas que não andam com o famoso "tapa olho" como aquele que alguns animais usam, para impedi-los de olhar para os lados onde só podem o que está à frente. Já tirei meu tapa olho faz tempo!

      Agradeço o comentário!
      Muito obrigado!

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