A descoberta funciona no sentido oposto para as vacinas normais, mas a sua estrutura relativamente simples, pode conduzir a uma vacina oral eficaz para o ser humano. 

Vírus da imunodeficiência símia (SIV) é parente próximo do HIV que infectam vários primatas não-humanos, como chimpanzés e mangabeis. Ao contrário do HIV, esses vírus não costumam causar doenças em seus hospedeiros, no entanto, os macacos rhesus são vulneráveis ​​ao SIV e desenvolvem uma doença que é patologicamente semelhante ao de seres humanos infectados com o HIV. Estes macacos são, portanto, um modelo útil para pesquisas em HIV/AIDS.

Em macacos rhesus e seres humanos, o vírus infecta e replica-se no interior das células do sistema imune, em particular, um tipo de células brancas do sangue chamado de CD4 + células T. Estas células são normalmente uma parte crucial de nossa resistência a doenças e, assim, seu esgotamento deixa os indivíduos infectados suscetíveis a infecções por outros patógenos.

Macaco rhesus.

Os macacos que receberam a nova vacina produziram um tipo até então desconhecido de células brancas do sangue regulamentar CD8 que impede que as células CD4 infectadas tornem-se ativas. As células CD4 (não ativadas) são em grande parte não-permissivas para a replicação viral, esta falha impede que o SIV faça novas partículas virais. Subsequentemente, os macacos estavam protegidos contra um desafio de infecção com SIV. 

A vacina envolvia uma combinação de SIV inativado e bactérias. Os primeiros ensaios utilizaram a BCG, muitas vezes usada como uma vacina contra a tuberculose. No entanto, pesquisadores da Universidade Paris-Descartes replicaram o efeito com bactérias intestinais usadas ​​em suplementos probióticos.

Ensaios estão sendo planejados para ver se as pessoas sem HIV têm a mesma resposta imune. Um estudo mais avançado examinará indivíduos infectados pelo HIV submetidos a tratamento com a vacina. Se a resposta for a de que a vacina funciona, então eles podem ser retirados do tratamento anti-retroviral (coquetel) para verificar se o vírus permanece reprimido.

Jean-Marie Andrieu, principal autor do artigo Frontiers in Immunology que anunciou a descoberta, diz que a ideia de suprimir uma resposta ao HIV ao invés de estimulá-lo, como a maioria das vacinas fazem, é antiga. No entanto, ninguém esperava que essa técnica funcionasse tão bem depois de outros caminhos falharem ou terem sido muito caros para uso generalizado.

BCG foi escolhida porque é conhecida por se ligar a células dendríticas infectadas pelo HIV, enquanto que o sistema imunitário reconhece as bactérias do intestino como não sendo uma ameaça e evita atacá-las. 

Dos 29 macacos que receberam a vacina, 15 parecem ter uma proteção completa e duradoura contra SIV. A administração oral, além de ser muito mais fácil, parece ser mais eficaz do que a aplicação vaginal ou retal. Injeções tiveram o menor sucesso.

Quando os macacos receberam anticorpo para as células T CD8, a proteção desapareceu, mas, retornou quando os anticorpos foram retirados. Se o mesmo padrão for observado em humanos, a vacina não só impedirá as pessoas de contrair o HIV, mas poderá funcionar como terapia para quem já está infectado. Surpreendentemente, dado o enorme interesse público no tema, dois meses se passaram entre a publicação do artigo a percepção desse estudo pelo Aidsmap, um importante site internacional que divulga informações científicas e precisas sobre a luta dos cientistas contra a AIDS.

Fonte: IFLScience
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Guellity Marcel
Biólogo de vida selvagem, mestre em Ecologia e Conservação e apaixonado por ciência e tecnologia. Tem interesse em ecologia de populações, ecologia do movimento, ecologia de paisagem e efeitos de mudanças climáticas na biodiversidade, especialmente em áreas úmidas. Atualmente trabalha com mamíferos de médio e grande porte (cervo, veado-campeiro, veado-mateiro, queixada) e jacarés em parceria com pesquisadores da Embrapa Pantanal.
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