Seu celular e a biodiversidade


Este título um tanto provocante pode ter te trazido aqui para ler o post provavelmente porque você já deve estar por dentro das estatísticas mundiais que indicam que existem mais celulares do que pessoas no planeta. Ah, mas isso é óbvio, claro, hoje todos estão utilizando o quinto, ou sexto, ou até mais, aparelho celular. No Brasil, as estatísticas apontam 3 celulares para cada 2 pessoas.

Segundo o site do IBGE (2013) o país possui cerca de 194 milhões de habitantes, o que dá um número de quase 300.000.000 milhões de aparelhos celulares somente aqui, e este número é pequeno.

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Mas o que tem a ver o seu celular com a biodiversidade?
É bem simples, e até mesmo eu, que tenho um celular tijolinho samsung, daqueles com toques monofônicos e que só pega rádio FM, fiquei com vontade de ter um bom celular.

Lendo o blog Crônicas Dum Biólogo Qualquer, especificamente lendo o post "O elo perdido" do professor Raul C. Pereira, eu achei interessantíssimo todo o conteúdo e decidi escrever este post com base no que ele expôs em seu texto.

Ele relata a quantidade imensa de aplicativos e funções que um celular pode ter, porém destaca a importância deste aparelho na conservação da biodiversidade. Mas como assim?

É simples, Raul diz:
Uma das funções mais usadas nos celulares é a câmera fotográfica. Repare quantas fotos existem no facebook de pessoas no espelho do banheiro segurando um celular. Fora isso, a possibilidade de registrar imagens e vídeos a qualquer momento através de uma câmera de celular levou ao crescimento exponencial de vídeos com pessoas caindo, falando coisas polêmicas ou dançado bêbadas em cima de mesas. Bem, mas essa capacidade que as câmeras de celulares têm de monitorar qualquer coisa a qualquer hora também tem um papel importante.
E é verdade, sabemos disso, o tempo todo nossos amigos no facebook postam suas fotos de comida no instagram, e esta ferramenta mundialmente popular está interligada com os celulares.

Então, uma certa pessoa pensou: Vou criar um site onde as pessoas que curtem a natureza possam tirar suas fotos e publicá-las através, ambas vão trocando informações e isso ajudará na conservação da biodiversidade. Exatamente nisso que pensou o dono do site Inaturalist (www.inaturalist.org). E claro, existem muitos outros sites com esta finalidade como verá mais abaixo.

A ciência cidadã, ou seja, a participação da sociedade e sua contribuição para com a ciência, é abordada por Raul, e em seu texto ele relata que mesmo havendo críticas sobre a ciência cidadã, este caminho é coerente para a preservação da biodiversidade, tendo em vista que na teoria é a sociedade que fornece a matéria-prima (problemas e questões) e muitas vezes financia a busca por respostas.

Deste modo, voltando ao título do post a tecnologia modifica muito as populações, muda o rumo da evolução da humanidade, ao mesmo tempo ela pode ter uma pequena, uma mínima parcela de contribuição para a conservação da biodiversidade, mesmo que não seja de forma científica. Seu celular e você podem ser ferramentas importantes na conservação das espécies que você for fotografando, isso pode despertar a curiosidade de outras pessoas sobre elas, pode fazê-las querer fotografar também as espécies que encontrarem e isso simplesmente as fazem ver pequenos detalhes da natureza que todos os dias passaram despercebidos. Do mesmo modo como o Instagram se tornou uma febre, onde as pessoas compartilham suas fotos o tempo todo, porque não usar o poder maciço da rede social e principalmente da internet para a preservação da biodiversidade?

Existem vários sites como o Inaturalist, Raul cita alguns:

E eu conheço outros também, como:
Skaphandrus (www.skaphandrus.com) que contém fotos de mergulhadores profissionais, inclusive de muitos biólogos, que fazem seus registros durante os diversos mergulhos que realizam. Neste site há a identificação das espécies, uma boa taxonomia. Existem fotos de nudibrãnquios, peixes, tartarugas, estrelas-do-mar e tudo quanto é tipo de organismo existente no fundo do oceano.

Tem ainda o Wiki Aves (www.wikiaves.com), um importantíssimo site gerenciado por vários profissionais ornitólogos e aberto à qualquer pessoa, onde estes podem registrar suas fotografias das aves que encontram, adicionar locais, criar mapas. É muito interessante.

Outro site que eu sempre visito é o 500.px (www.500px.com) existem milhares de fotos de extrema qualidade e tiradas por fotógrafos profissionais, alguns biólogos também fazem seus registros e algumas vezes inserem os nomes científicos das espécies.

É claro que nestes sites há fotos profissionais, porém, existem fotos tiradas por celulares com muita qualidade. O que realmente importa é o registro da espécie e o compartilhamento na internet, a participação da sociedade, isso é o que vale.

Raul diz em seu post que há um imenso abismo entre os problemas/questões que a sociedade gera e as soluções/respostas que os cientistas levam até elas, o que é uma grande verdade. Mas independentemente disso, tanto Raul como eu, nos preocupamos com isso e através de nossos blogs queremos levar à sociedade, principalmente aos leigos, a ciência, para que seja compreendida de uma forma mais fácil. Os cientistas e a sociedade estão extremamente interligados por um lado e extremamente distantes por outro, cabe à nós, que conseguimos perceber isso, levar a todos a ciência para que seja compreendida, o que contribui para ampliar a ciência cidadã.

Os celulares vão continuar sendo usados para compartilhar fotos de baladas, cerveja, festas, comidas, mas uma pequena parcela também continuará compartilhando ciência, e qualquer ajuda à natureza é bem-vinda para que a conservação da biodiversidade aconteça. Espero que o número de pessoas interessadas em ciência, nas variações de formas de vida existentes no planeta, aumente a cada dia que passe e que a tecnologia, independentemente de seus avanços, continue contribuindo com uma pequena parcela na conservação da biodiversidade por meio da ciência cidadã.

Confira o post "O elo perdido" na íntegra.

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Lobomicose - doença de Jorge Lobo - Download/pdf


Olá amigos, tudo bem? Para quem curte doenças, este post é interessante.
Gostaria de compartilhar com vocês uns artigos em PDF sobre a Doença de Jorge Lobo ou Lobomicose.

A lobomicose é uma infecção fúngica crônica, granulomatosa, causada por Lacazia loboi. Foi descrita, em 1930, pelo dermatologista brasileiro Jorge Lobo.

Clique nos links abaixo para fazer o download dos artigos:




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Existem neurônios especiais mediadores da coceira?


Pesquisadores descobriram células nervosas que são cruciais para a detecção da coceira, mas não são necessárias para detectar a dor.

Pode parecer óbvio que uma coceira e dor são diferentes sensações - que a coceira que você quer não parar de coçar é muito diferente de ser esfaqueado - mas os neurocientistas há muito tempo estão intrigados em saber forma como o sistema nervoso pode provocar estes diferentes estímulos.

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Quando neurocientista Zhou-Feng Chen e seus colegas da Universidade de Washington em St Louis, Missouri, destruiu um conjunto específico de neurônios na medula espinhal de ratos, eles descobriram que os animais não se coçavam quando injetaram produtos químicos indutores de coceira. Mas eles ainda responderam normalmente a estímulos dolorosos 1.

"A maioria das pessoas aceita que há neurônios específicos, altamente especializados para sensações como gosto", diz Chen."Mas para a dor e coceira isto é muito mais controverso. Esta é a primeira pesquisa que mostra a percepção da coceira ser independente da dor".

A ideia de que os circuitos separados de células nervosas vão causar a coceira e dor é atraente na sua simplicidade, mas tem sido difícil provar. Os neurônios sensoriais periféricos, que carregam informações da pele para a medula espinhal, todos parecem responder a várias sensações, incluindo a dor e coceira. Neurônios que respondem apenas a dor já haviam sido descobertos na medula espinhal - mas não foram descobertos equivalentes específicos para a coceira. Dois trabalhos de alto nível 2, 3, que alegaram terem descobertos neurônios específicos da coceira acabaram por serem falsos alarmes 4.

Problema delicado
Dois anos atrás, o grupo de Chen descobriu que uma proteína da superfície celular do receptor de do peptido de libertação da gastrina (GRPR) é importante para a detecção da coceira, mas em camundongos não descobriram muito em relação à dor 5. Embora isto tenha sugerido a existência de neurônios específicos de coceira no sistema nervoso, que não foi conclusivo - neurônios produtores GRPR também poderiam transmitir dor.

Agora Chen e seus colegas têm tido uma abordagem mais rigorosa. Eles destruíram neurónios GRPR  por meio de uma toxina celular ligado à bombesina, um peptídeo encontrado na pele de rã que se assemelha ao peptideo de libertação da gastrina dos ratos, a molécula que se liga a receptores GRP normalmente. Quando eles injetaram no complexo na medula espinhal de ratos adultos, os neurônios GRPR se associaram a toxina bombesina, levando-a para dentro das células onde em seguida foram mortos.

Os ratos que tinham perdido os neurônios produtores de GRPR reagiram a estímulos dolorosos assim como os ratos normais, lambendo-se, recuando ou saltando em resposta ao calor, produtos químicos altamente irritantes e pressão mecânica. Mas quando os pesquisadores injetaram produtos químicos que normalmente causam risco, como a histamina, os ratos mal responderam. Chen e sua equipe descobriram que, quanto maior o número de neurônios GRPR destruídos, mais fraca foi a resposta de coçar.

"Esta é a primeira evidência comportamental que há neurônios específicos de coceira", diz Chen. "As pessoas estão olhando para estes há muitos anos."

Arranhar a superfície?
Mas alguns pesquisadores dizem que a evidência comportamental não é suficiente. O neurocientista Earl Carstens, da Universidade da Califórnia, em Davis acha que as descobertas "fazem uma importante contribuição" ao identificar neurônios que são cruciais para a coceira e não para a dor, mas diz que isso não prova especificidade.

"Os neurônios podem sinalizar tanto a coceira como a dor com base em alguma propriedade da sua estimulação, ao invés de sinalizar só coceira", explica ele, referindo-se a uma outra hipótese principal em que a dor e coceira são os resultados de diferentes padrões de ações dos neurônios que respondem a ambos.

Chen reconhece que seus resultados não contestam o modelo padrão de ação dos neurônios, mas também observa que "até agora não há nenhuma evidência para apoiar essa teoria". "Mesmo que alguns neurônios GRPR possam estar respondendo a estímulos dolorosos - eles são dispensáveis ​​para a sensação de dor", diz ele.

As descobertas de Chen não podem acabar com o debate, mas destacam um novo alvo para o tratamento clínico diz Gil Yosipovitch da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte. "Isto é muito emocionante para todos nós, que estamos à espera de drogas anti-coceiras de uso geral", diz ele. "Isso abre campo para tratamentos específicos para a coceira que não afetam a dor."

Referências
Sun, Y.-G. et al. Ciência , doi: 10.1126/ Science.1174868 ( 2009 ).
Schmelz, M. et ai. J. Neurosci. 17 , 8003-8008 ( 1997 ). | PubMed | ISI | ChemPort
Andrew, D. & Craig, AD Nature Neurosci. 4 , 72-77 ( 2001 ).
Schmelz, M. et al. J Neurophysiol. 89 , 2441-2448 ( 2003 ). | Artigo | PubMed | ChemPort
Sun, Y.-G. & Chen, Z.-F. Nature 448 , 700-704 ( 2007 ). | Artigo | PubMed | ISI | ChemPort
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Vacina universal para gripe é eficaz em animais

Oito pontas feitas de proteína viral, nanopartículas sintéticas que agem no sistema imunitário para a produção de anticorpos
MASARU KANEKIYO, JEFFREY BOYINGTON E GARY NABEL
Sob o microscópio, eles parecem formas simples, com oito pontas que se projetam de uma bola central. Mas essas nanopartículas de proteína são a mais recente arma da ciência contra a gripe: uma nova geração de vacinas contra a gripe que oferece proteção melhor e mais ampla do que as disponíveis no mercado - pelo menos em testes com animais.

Vacinas atuais contra a gripe usam vírus inteiros inativados e precisam ser atualizadas várias vezes. Mas as novas nanopartículas exigirem menos atualizações porque induzem a produção de anticorpos que neutralizam uma ampla gama de estirpes de gripe. Podiam até proteger contra variedades de gripe que ainda não surgiram.

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"Isso está nos levando no caminho para uma vacina universal", diz Gary Nabel, agora na empresa de biotecnologia Sanofi em Cambridge, Massachussetts, que liderou o trabalho em seu antigo laboratório do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, em Bethesda, Maryland . Os resultados foram publicados no site da Nature.

Proteção mais forte
As nanopartículas de auto-montagem podem ser feitas no laboratório sem precisar usar vírus reais em ovos ou culturas celulares, um passo demorado de preparação da vacina comercial. "Em teoria, uma nova versão poderia ser produzida rapidamente uma vez que uma nova pandemia do vírus foi identificada, ou uma nova variante sazonal começou a circular", diz Sarah Gilbert, pesquisadora de vacinas da Universidade de Oxford, Reino Unido, que não estava envolvido no trabalho.

Membro da equipe, Masaru Kanekiyo criou as nanopartículas usando hemaglutinina (HA), uma das principais proteínas antigênicas em um tipo de vírus da gripe, e ferritina, uma proteína ferro-transporte que, naturalmente, constitui aglomerados esféricos. Ele fundiu estas duas proteínas, de tal forma que os complexos de HA-ferritina se estruturaram com um núcleo de ferritina a partir da qual saía oito picos de HA, imitando os picos HA natural do revestimento de vírus da gripe. "Criamos uma molécula inteiramente nova que não havia sido criada antes", diz Nabel. "O que é legal é que a coisa toda auto-monta".

Quando injetada, as nanopartículas induziu níveis de anticorpos anti-gripe 34 vezes mais elevados em camundongos, e 10 vezes superior em furões em comparação com a vacina tradicional. Nabel pensa que isto ocorre porque as moléculas de HA são muito menos densas nas nanopartículas do que aquelas em um vírus real, e não são ocultadas por outras proteínas de revestimento. "O sistema imunológico lança um olhar melhor para eles", diz ele.

Resposta ampla
O estudo sugere que as vacinas podem proteger contra futuras estirpes de gripe. No entanto, Gilbert ressalta que seria ainda necessário dispor de uma vacina para cada um dos tipos de H1 a H17.

Os anticorpos induzidos pelas nanopartículas proporcionam essa proteção ampla porque eles se ligam em locais em que há as HA que são comuns às diferentes estirpes de gripe - um na cabeça da proteína que reconhece as células hospedeiras, e outro na haste que ajuda o vírus a penetrar nas células. "Colocar pressão em diferentes partes do vírus é uma coisa boa", diz Nabel. "Isso é algo que você não vê com a vacina tradicional."

Os pesquisadores agora precisam testar suas nanopartículas em humanos e desenvolver formas eficientes de fabricá-las. Eles também estão tentando desenvolver vacinas contra o HIV e herpesvirus usando a mesma abordagem - proteínas novamente montadas em estruturas de ferritina. Nabel espera que a técnica também irá ajudar a fazer vacinas contra doenças bacterianas e parasitárias.

Fonte:
Kanekiyo, M. et ai . Nature http://dx.doi.org/10.1038/nature12202 ( 2013 ).

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Conhecendo os piolhos-de-cobra

(Macho e fêmea de Spirobolida sp. se entrelaçando em cópula. Foto: R.L. Ferreira)
Piolhos de cobra, gongolos e embuás, provavelmente você já deve ter ouvido esses nomes alguma vez na vida. Há algumas pessoas que até chamam de lacraias. Mas não, não são lacraias. Esses animais, que são facilmente encontrados nos nossos jardins andando bem lentamente, podem parecer quietos e calmos, mas guardam consigo interessantíssimas curiosidades! 

O grupo pertence a uma classe (“categoria”) chamada de Diplopoda, próxima dos insetos, crustáceos e das verdadeiras lacraias. Ainda não se sabe quando surgiram, mas alguns fósseis são datados de 430 milhões de anos atrás (veja Arthopleura, Zosterogrammida, Pleurojulida), é certo que as primeiras espécies apareceram no período chamado de Siluriano, quando a terra ainda era dividida em três grandes continentes. 

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São conhecidos por serem os animais que possuem a maior quantidade de pernas (Illacme plenipes), podendo chegar a incríveis 750! Embora alguns possuam “apenas” 22 pernas (Polyxenida). Podem viver em qualquer lugar, desde que seja úmido e que não tenha muito Sol. Geralmente são encontrados em cavernas, lugares permanentemente sem luz, sendo em alguns casos chamados de troglóbios (animais que vivem exclusivamente em cavernas). 

Seu corpo é divido em inúmeros segmentos, sendo quase todos eles com 2 pares de pernas. Tal característica é exclusiva desse grupo. Na verdade, o que seria um anel corporal, de fato são dois anéis fundidos! Algo como se fosse um “diplosegmento”. 

A grande maioria deles é detritívora, comem qualquer sedimento orgânico encontrado. Algo essencial para a ciclagem de nutrientes no solo. Não apenas as minhocas produzem húmus, os piolhos de cobra também! 
(Geralmente são encontrados em cavernas, como indivíduos de Pseudonannolene sp. Chelodesmidae e Spirobolida.
Foto: R. L. Ferreira).
Alguns são pragas de cultivos, como em batatinhas e melões. Também podem ser pragas urbanas, com grandes populações. Eles podem ser tóxicos, pouco, mas podem ser. Alguns, e para nosso azar os que são mais comuns de serem encontrados, produzem substâncias (benzoquinonas) que geram reações inflamatórias na nossa pele. Mas não se preocupe, eles não lançam nada na gente. O liquido, quando liberado, fica ali mesmo extravasado ao longo de seu corpo. 

Algumas espécies são pretas, marrons e pouco coloridas. Mas existem também algumas azuis, amarelas, vermelhas e até rosas! (Rachodesmidae, Xystodesmidae, Chelodesmidae e outras). Existem até espécies aposemáticas (coloração chamativa associada à toxicidade). Uma inclusive possui bioluminescência (Motyxia). 
(Quando imaturos, se enrolando dentro de um abrigo feito pela mãe. Polydesmida. Foto: R. L. Ferreira).
Eles quando se sentem afugentados, geralmente quando pegamos em nossas mãos, podem se enrolar. Certos piolhos de cobra são capazes até mesmo de se enrolarem como uma bola (Sphaerotheriida e Glomerida), como se fossem tatu de jardim (que são crustáceos). Pouco se sabe ainda deste grupo. Estima-se que existam cerca de 80 mil espécies viventes, embora se conheçam menos de 10 mil. Grandes centros de estudos nos EUA e na Europa, principalmente os taxonômicos (identificação e descrição), vem trabalhando para entender mais sobre esses dóceis e curiosos invertebrados. No Brasil o conhecimento é mais escasso, os estudos estão a passos lentos, mas estamos caminhando. Em 2012, foi descoberta a primeira espécie (no caso, uma estritamente cavernícola) de um antigo grupo nunca visto no país (Glomeridesmus). E com certeza, outras mais serão conhecidas.

Este artigo foi escrito por Luiz Felipe acadêmico de Biologia e leitor do EQB.

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Dente descoberto na Tanzânia pode ser do mais antigo primata do planeta

Duas espécies de primatas, possivelmente as mais antigas do planeta. Foto: Maurício Antón
Novamente acompanhando as notícias na revista Nature, eu me deparei com um importante artigo publicado hoje (15-05-2013) com o título "Fossils indicate common ancestor for two primate groups". Esta pesquisa, sugere que uma arcada dentária e um único dente encontrados na Tanzânia pode ser das espécies mais antigas de primata do planeta, ancestrais dos macacos do velho mundo e dos atuais.

Como sempre, farei um resumo do artigo. Segue abaixo:

Paleontólogos trabalhando em sítios arquológicos na Tanzânia descobriram os mais antigos fósseis conhecidos de dois grandes grupos de primatas - macacos do Velho Mundo, o que inclui babuínos e macacos, e grupos de primatas, que incluem os seres humanos e chimpanzés. O estudo, publicado online na Nature, revela novas informações sobre a evolução dos primatas.

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Uma equipe liderada por Nancy Stevens, paleontólogo da Universidade de Ohio, em Athens, recuperou um dente solitário e um fragmento de mandíbula com três dentes de um sitio arqueológico na Bacia do Rift Rukwa no sudoeste da Tanzânia. A precisa relação geológica de rochas próximas indica que os fósseis são 25.200.000 anos de idade, vários milhões de anos mais velho do que qualquer outro grupo de primatas.

Esta data coloca a descoberta na época do Oligoceno, que se ocorreu cerca de 34-23 milhões de anos atrás. "Antes das descobertas de Rukwa, apenas três gêneros de primatas havia sido descrito de todo o Oligoceno, a nível global", diz Stevens. "A nova descoberta ressalta a importância do reconhecimento paleontológico em regiões sub-amostradas".

Mais importante ainda, o achado de fósseis "preenche uma lacuna de cerca de 10 milhões de anos na evolução dos primatas", diz John Fleagle, um antropólogo da Universidade Stony Brook, em Nova York.

A descoberta também concilia as análises do registro fóssil de "relógios moleculares" - mutações no DNA que podem ser rastreadas para estimar quanto tempo atrás duas espécies divergiram. Relógios moleculares sugerem que os macacos do Velho Mundo e os macacos atuais se separaram de seu ancestral comum de 25 a 30 milhões de anos atrás.

"É uma confirmação de que os estudos moleculares do relógio molecular são estimativas decentes para o que está acontecendo em tempo geológico", disse Michael Steiper, antropólogo da Hunter College da City University of New York.

Evidências geológicas anteriores recolhidas pela equipe sugere que a atividade tectônica no sistema de fendas (rachaduras) do Leste Africano durante o Oligoceno pode ter ajudado a desencadear a divergência evolutiva entre macacos do Velho Mundo e macacos atuais.

Conto do dente
Para colocar as mais recentes descobertas na árvore genealógica evolutiva, a equipe de Stevens utilizou a técnica de tomografia computadorizada de alta resolução e analisou os dentes fósseis para procurar sutis variações no tamanho e na forma de várias características.

Os pesquisadores pensaram que o único dente seria um terceiro molar inferior - para uma espécie que eles chamam de Nsungwepithecus gunnelli. Ele exibe nove características que o diferenciam de outros macacos do Velho Mundo. Da mesma forma, o segmento de mandíbula com três dentes, apresentou características diferentes, sendo de uma outra espécie, que os autores têm chamado de Rukwapithecus fleaglei, dentes que exibem nove características que os diferenciam de outros catarrhines - a classe que inclui os macacos do Velho Mundo e macacos atuais.

Muitos fósseis do final do Oligoceno são de dentes, por isso é comum usá-los para identificação das espécies. No entanto, baseando a identificação de um novo primata em um único dente fóssil tem levado ao caso ocasional de identidade equivocada no registro fóssil.

"Dado que eles [os autores] deram a melhor interpretação possível", diz Fleagle.


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Kit de Estudos Microbiologia + bônus


Olá amigos, hoje ofereço novamente mais um Kit de Estudos, desta vez sobre Microbiologia. Você já conhece os outros Kits?

- Kit de estudos de Bioquímica
- Kit de estudos de Parasitologia
- Kit de estudos de Genética
- Kit de estudos de Biologia Celular

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Conforme o pedido de alguns leitores eu caprichei neste Kit e o preço será o mesmo dos outros, fiquei 1 semana fazendo ele, para deixá-lo o mais completo possível, tendo em vista que a Microbiologia não é uma disciplina tão restrita, abrangendo várias áreas, com métodos e técnicas específicas. Confira o Kit:

Clique na imagem para ampliar

Este Kit de Estudos conta com 6 pastas:
  1. Fungos: Contém 25 arquivos que falam desde as características gerais até a taxonomia e classificação dos fungos, além de conter alguns Atlas e Manuais elaborados por vários pesquisadores.
  2. Imagens: Contém cerca de 15 imagens destacando principalmente as características das bactérias, fungos e vírus, estudados na Microbiologia.
  3. Manuais: Contém 8 arquivos, dentre estes 4 são manuais de microbiologia relacionados às normas, técnicas e instruções laboratoriais, além de outros 4 arquivos elaborados pela ANVISA e outros pesquisadores.
  4. Métodos: Pasta com 11 arquivos no qual contém principalmente os métodos de coloração de Gram e de Ziehl-Neelsen, além de técnicas de esterilização e desinfecção, bem como métodos alternativos nas análises microbiológicas.
  5. Microbiologia Geral: Contém cerca de 10 itens relacionados com a introdução à microbiologia, microbiologia aplicada, introdução à microbiologia e micologia (fungos), etc.
  6. Vírus: Pasta com 5 arquivos relacionados às características, estruturas, constituição e tipos de vírus.
BÔNUS
Pasta de exercícios + links de sites com exercícios: MAIS DE 100 questões em PDF / e vários links de exercícios online.


Além disso tudo, ainda preparei um bônus extra, uma pasta com mais de 20 arquivos com diferentes espécies de microrganismos (fungos e bactérias) e vírus, causadores de doenças em humanos:

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Projeto Onçafari lança trailer de documentário em produção

Olá amigos! Creio que já deve conhecer o Projeto Onçafari se for um leitor aqui do MS, meu estado, porém, para você que acompanha o site mas e é de outras localidades do país, este projeto não deve ser familiar.

Quer conhecer o Projeto Onçafari? Veja este post:
Projeto Onçafari - Pantanal de Mato Grosso do Sul

Bom, este projeto tem como finalidade principal conservar as onças-pintadas existentes no Pantanal de Mato Grosso do Sul e conciliar ao mesmo tempo a educação dos proprietários rurais e moradores do local para que não matem de forma alguma estes animais, buscando levar até estes a importância das onças para o ecossistema local.

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Com o objetivo ainda maior, o projeto em parceria com grandes empresas particulares, pesquisadores estrangeiros e outras organizações não governamentais, está elaborando um documentário com o título "Onça-pintada: mais perto do que se pode imaginar" que em breve estará pronto.

Para divulgar, os responsáveis pelo projeto elaboraram um pequeno trailer sobre este incrível documentário, confira:



Show de bola, não é?

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